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2015- Orientações para Assistência aos Casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com Ênfase na Influenza

Introdução ao Caso

MCC, 30 anos de idade, com 30 semanas de gestação é atendida no pronto atendimento da Unimed-BH, no mês de maio de 2015, com relato de que há 2 dias ter iniciado com febre alta, mal estar, dor de garganta e tosse seca. Relatou que não havia sido vacinada contra influenza em 2015 por temer os efeitos adversos da vacina para ela e seu filho. Negava patologias prévias. Ao exame físico apresentava-se corada, hidratada, eupneica, PA= 110 x 60 mmHg, FC = 80 bpm, FR = 16 ipm, orofaringe com presença de hiperemia, sem alterações a ausculta pulmonar e cardíaca.

   

1) Com relação a este caso a resposta correta é:

Como a paciente não preenche critérios de definição de síndrome gripal, não há necessidade do uso de oseltamivir. Há indicação de prescrição de sintomáticos e liberá-la para o domicilio.

A paciente preenche os critérios de síndrome gripal, apresenta como fator de risco para complicações, mas não deve ser tratada com oseltamivir por não apresentar sinas de agravamento em estar há 3 dias do início do quadro clínico.

A paciente preenche critérios de síndrome gripal, apresenta fator de risco para complicações e devem ser prescritos sintomáticos e oseltamivir.

Devido aos efeitos adversos do oseltamivir e ao risco de sua utilização durante a gravidez, o caso deve ser notificado, coletar exame específico para identificação do vírus influenza e só iniciar tratamento se o exame for positivo.

Uma ou mais questões não foram respondidas. Para dar continuidade responda todas as questões.

Discussão do Caso

Discussão

A paciente preenche os critérios de síndrome gripal, ou seja, indivíduos com idade acima de 6 meses de idade que apresentam febre de início súbito, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia. A gravidez representa fator de risco importante para agravamento do quadro clínico.

O período ideal para o início do tratamento com antiviral é até 48 horas após o início dos sintomas. No entanto, a utilização do oseltamivir após este período, pode resultar em benefícios e este deverá ser utilizado, caso o paciente apresente fatores de risco ou sinais de agravamento.

O tratamento quando indicado deve ser realizado independente da situação vacinal prévia e de confirmação laboratorial.

Não há contraindicações para a utilização do oseltamivir durante a gravidez.

É importante a orientação da paciente quanto  à realização da vacinação contra a influenza, pois mesmo que tenha sido infectada por um tipo viral no quadro atual, ela ainda estará sob risco de outros tipos circulantes no período e que podem estar presentes na vacina.

A conduta para pacientes com síndrome gripal e fatores de risco, sem sinais de agravamento é:

– Prescrever  antiviral (oseltamivir) preferencialmente se os sintomas  iniciaram-se até 48 horas.
– Analgésico e antipirético para alívio da sintomatologia;
– Avaliação médica quanto ao afastamento das atividades (até 24 horas após o término da febre);
– Orientar sobre medidas de precaução;
– Orientar sobre efeitos adversos do antiviral;
– Orientar sobre sinais de agravamento;

Não é necessário realizar notificação ou coleta de exame específico.

Anexo I – Boletim_tecnico_29.06.2015 – SRAG e SG