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Autismo e o cuidado: do diagnóstico ao acolhimento

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere a condições que se manifestam em dificuldades com interação e comunicação e em um comportamento repetitivo e restritivo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, são 70 milhões de pessoas com o transtorno, que pode apresentar graus diferentes de intensidade. Debater os desafios que envolvem o diagnóstico e o cuidado de pessoas com autismo é a proposta do Café Controverso: Edição Viver Bem de maio. O encontro será no próximo sábado, dia 25, das 10h às 12h, no Espaço do Conhecimento da UFMG.

Para discutir a questão, estarão presentes Marcos José Burle de Aguiar, médico pediatra, especialista em genética médica e professor titular do departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, e Rodrigo Carneiro, neurologista infantil e presidente da regional mineira da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil.

Do diagnóstico precoce ao tratamento multidisciplinar
No Brasil, um dos poucos estudos de prevalência revela a taxa de 27,2 para cada 10 mil crianças. O número elevado de indivíduos com o transtorno alerta para a necessidade da adoção de estratégias para o diagnóstico precoce e para o atendimento às necessidades dessa população. “Ainda não sabemos as causas do aumento do número de casos, mas existem algumas doenças genéticas que têm entre os sintomas o transtorno do espectro autista”, afirma o pediatra e geneticista Marcos José Burle de Aguiar.

O neurologista infantil Rodrigo Carneiro Campos atenta para a importância do diagnóstico precoce e de um tratamento realizado por profissionais de diferentes áreas. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de uma intervenção mais direcionada e a adoção de medidas mais efetivas. No caso do Transtorno do Espectro Autista, o diagnóstico leva um tempo e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar que envolve pediatras, neurologistas, psiquiatras, além de educadores e terapeutas”, afirma o especialista.

O evento é gratuito e aberto ao público, que pode participar fazendo perguntas aos palestrantes.

Instituto Unimed-BH
Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou R$94 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5.000 médicos cooperados e colaboradores. No último ano mais de 1,4 milhão de pessoas foram alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura.

O Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Liberdade, o museu é fruto da parceria entre a UFMG e o Governo de Minas. O Espaço está subordinado à Diretoria de Ação Cultural (DAC) da Universidade, é amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Unimed-BH, do Instituto Unimed-BH e da Petrobras.

Serviço:
Café Controverso: Edição Viver Bem – Autismo e o cuidado: do diagnóstico ao acolhimento
Data: 25 de maio de 2019, sábado
Horário: das 10h às 12h
Local: Espaço do Conhecimento UFMG – Café (Praça da Liberdade, 700, Funcionários)
Tema: Autismo e o cuidado – do diagnóstico ao acolhimento.
Entrada: gratuita